Thais Vaz - Era uma Vez - Foto - Estúdio Milímetro

Priscila Barros - Cambré - Foto - Gabriella Pimenta

Natalie Chlad e Sarah Pires - L'omo - Foto - Beatriz Vasconcelos - modelo para segunda página (1)

Luiza Helena Rocha Martins - Cíclico - Foto - Guilherme Zarranz

Lucas Riegert - O Abandono - Foto - Ana Beatriz Vasconcelos

Letícia Rocha - Figurino de Die Fledermaus - Foto - Cláudio Rabelo

Laura Braga - Asséptica - Foto - Estúdio MilímetroLetícia Rocha - Figurino de Die Fledermaus - Foto - Cláudio RabeloLucas Riegert - O Abandono - Foto - Ana Beatriz VasconcelosLuiza Helena Rocha Martins - Cíclico - Foto - Guilherme ZarranzNatalie Chlad e Sarah Pires - L'omo - Foto - Beatriz Vasconcelos - modelo para segunda página (1)Priscila Barros - Cambré - Foto - Gabriella PimentaThais Vaz - Era uma Vez - Foto - Estúdio MilímetroA  21ª edição do FUMEC Forma Moda acontecerá no dia 23 de junho, 19h30, na torre Alta Vila (Nova Lima), com apresentação de 17 desfiles dos alunos do curso de Design de Moda da Fumec.

O evento, que tem a coordenação do professor Antonio Fernando Batista dos Santos, conta com a produção executiva da Voltz Design e com a direção artística de Rodrigo Cezário.

A banca de avaliação será formada por nomes conceituados do mundo da moda, entre eles professores, empresários, jornalistas, estilistas, produtores e stylists.

Entre as atrações, haverá um espaço para apresentação de trabalhos de jovens designers formados pela instituição e que já estão se sobressaindo no mercado, apresentação de vídeos e exposição de fotografias.

 

Claudene Carvalho – Cheiro de Lembrança

Cheiro da Lembrança consiste no desenvolvimento de uma coleção de moda infantil e propõe, através de seus elementos de estilo, uma viagem suave, doce e nostálgica.
Débora Ferreira transforma frascos de perfume em lingerie

A designer Débora Ferreira busca revelar feminilidade e delicadeza em uma coleção de lingerie inspirada nos frascos de perfume do período entre as décadas de 1910 e 1920, que têm como movimentos artísticos o Art Nouveau e Art Déco, respectivamente, propondo uma estética que associa os traços orgânicos, fluídos e lineares.

Fernanda Furtado – Visualidades

A coleção desenvolvida pela designer Fernanda Furtado tem como inspiração a Ilustração Científica. É definida como arte ou ofício de comunicar ciência através de imagens desenhadas, seja a complexidade da vida selvagem, humana ou geológica. As peças são inspiradas na assimetria e na reconstrução, elaboradas com todo o rigor da alfaiataria.

Gabriela Silva Monteiro – Singularidade Decomposta

O designer de moda, assim como o pintor ou escultor, precisa resolver as questões do espaço, das dimensões, das linhas, dos volumes, das cores e do equilíbrio em suas criações. A coleção Singularidade Decomposta da designer Gabriela Silva Monteiro partiu desse paralelo, utilizando a genialidade de Tarsila do Amaral. A designer apropria-se tanto da figura iconoclasta de Tarsila, quanto de características expressivas de seus quadros para a construção de seus conceitos, desenvolvendo formas, cores e estampas.

Isabela Konstantin – Mine

A coleção Mine, da designer Isabela Konstantin, representa a aristocracia, elegância e requinte da influência inglesa em Minas Gerais na região de Nova Lima. A riqueza dos áureos tempos de exploração das minas da região será narrada através de ternos femininos, elaborados em puro linho, corte alfaiataria, e adornos desenvolvidos pela estilista.

Isabela Moura – I’M

Uma moda genuinamente das ruas, do gueto,  orienta o que para as ruas voltará. Assim pode ser definida a coleção I’M, enraizada no streetstyle  editado pelo gangsta rap. Desde o seu surgimento à consolidação do movimento nas periferias das grandes metrópoles, o rap da década de 1990 forneceu, não somente os elementos estéticos, mas toda a ambientação social e o apelo político para a contextualização da presente coleção. Voltada para a alfaiataria de generosas dimensões, a coleção, nas mãos de Isabela Moura, resgata em couro e lãzinha, a essência dos rappers da década de 1990 com um visual carregado

Jéssica Zane – Porcelana Paradoxal

A inspiração para a coleção de Jéssica Zane surge a partir de uma história iniciada há séculos, nas influências trazidas juntamente com a imigração chinesa para o Brasil.

A coleção Porcelana Paradoxal demonstra como peças tão antigas e tradicionais podem ser hoje inspiração para obras modernas e arrojadas, estranhas ou elegantes, criativas e nada convencionais, delicadas , e ao mesmo tempo marcantes, refletida aqui em peças de roupas e acessórios de shapes esguios e estruturados, tecidos firmes e encorpados como couríssimo e neoprene.

Laura Braga – Asséptica

Laura Braga busca na sua coleção Asséptica a união entre a ciência e a arte ao propor um olhar subjetivo sobre a plasticidade e os mistérios do cérebro humano. O tema foi trabalhado em três etapas, uma visão que vai se aproximando, adentrando o cérebro. O têxtil foi um importante objeto de pesquisa, propondo novas maneiras de trabalhar a organza e o neoprene.

Letícia Rocha – Figurino de Die Fledermaus (O Morcego)

A designer e figurinista Letícia Rocha elaborou e confeccionou o figurino de três personagens da opereta de Johan Strauss, buscando o aproveitamento de materiais e tecidos de baixo custo. Com utilização de técnicas simples de tingimento e estamparia, o figurino se transforma e causa a impressão de materiais nobres do século XIX.

As roupas foram integralmente confeccionadas pela designer com tecido de algodão americano cru, ora em sua cor natural, ora tingido, e os acessórios foram feitos de materiais simples, como estopa, papel e serragem.

 

Lucas Riegert  – O Abandono

 

“Ponta de areia, ponto final
Da Bahia à Minas, estrada natural
Que ligava Minas ao porto, ao mar
Caminho do ferro mandaram arrancar”(Fernando Brant)

Instigado pela história do desmantelamento da ferrovia Bahia-Minas, o designer Lucas Riegert organizou uma viagem para conhecer as 32 cidades e vilarejos deixados no caminho da extinta estrada de ferro. A coleção visa trazer uma discussão estética do processo instaurado na região. O conceito principal é a forma geométrica desconstruída pela orgânica. Os tecidos utilizados são compostos de fibras naturais e aparência rústica, como o linho, rami, algodão e juta. As cores remetem à ação do tempo, aos tons terrosos.

Luiza Martins – Cíclico

 

“O São Francisco partiu minha vida em duas partes.” – João Guimarães Rosa

A coleção Cíclico tem como objetivo o questionamento da crise hídrica do rio São Francisco, sua dualidade e sua importância ambiental, bem como as características do cenário ribeirinho, tão importante nos setores social, agrícola e cultural do país. Priorizando a sustentabilidade na reutilização de refugos de confecção, a designer cria um novo tecido, a partir de experimentações, explorando o design de superfície com texturas que relembrem a ambientação do rio. A desconstrução da forma de uma roupa padrão criando novas possibilidades com um vestuário multifuncional sustentável também são pontos fortes das criações.

Natalie Chlad e Sarah Pires – L’omo

A coleção mergulha na história da África e no estilo de vida da tribo L’omo, ressaltando a moda casual chique, com acabamentos de alta-costura e bordados, que retratam o cotidiano tribal, inspirando leveza, simplicidade e valores étnicos de seu povo.  As estilistas Natalie Chlad e Sarah Pires reconstróem a coleção com tecidos leves e fluídos. O design de superfície reproduz a fusão de imagens que permeiam a construção de um povo repleto de valores e um continente explorado por grandes safáris.

Priscila BarrosCambré 

A dança, o movimento do corpo e todas suas linhas e curvaturas são concretizados em um corte sofisticado e gracioso na coleção Cambré da designer Priscila Barros. A inspiração partiu da forma mais abstrata da dança, que é construída não só pela realização, mas pelo conjunto de emoções que levam os movimentos a virarem espetáculo.

O tom da pele, como o corpo que dança, foi a fonte inspiradora para a cartela de cor, que remete à forma mais natural traduzida em energia e movimentação.

A proposta da coleção é atingir mulheres que valorizam a importância do corpo e suas formas de expressão mais intensas, que, assim como as peças, deixam marcas éticas e estéticas de grande caráter e de grande sensibilidade.

Para a designer é possível enxergar a essência e a minúcia do movimento em cada detalhe das peças, representando o ponto que harmoniza sua simples execução.

Raíra Ramos – Noma

A coleção Noma tem como objetivo incentivar o olhar diferenciado no design de moda e a busca de experiências em um mundo cada vez mais sem fronteiras, sem se esquecer dos novos moldes da sociedade atual.

Noma possui uma cartela de cor única: os tons de creme, além de dar um ar chique, também favorecem o destaque das diferentes padronagens e detalhes. Outro ponto importante na coleção são os tecidos, que são elaborados por processos naturais, com mínima intervenção de maquinário, atribuindo um viés ecológico e social ao trabalho.

Thais Vaz – Era Uma Vez

A designer de moda Thais Vaz apresenta seu trabalho de conclusão de curso, a coleção de vestidos de noiva Era uma vez, que mistura a doçura dos contos de fadas e das lembranças afetivas. Desenvolvida especialmente para as noivas que buscam um diferencial, ela propõe uma experiência sentimental despertada pelo desejo de se sentir como uma princesa e se utiliza de pedaços e fragmentos de antigos vestidos – tecidos, barras, botões, bordados e rendas herdadas pela estilista, que revelam a relação entre o afeto, memória e passado. Do sépia ao cru e branco, observa-se uma cartela retrô, onde o passado e as marcas do tempo deixaram seus rastros.

Fonte: Salamandra Comunicação e Marketing